
No dia 7 de janeiro de 2011 o conhecido cronista social Carlos Castro foi encontrado morto e mutilado num quarto de hotel de luxo em Nova Iorque. Renato Seabra, o jovem aspirante a modelo que o acompanhava, foi imediatamente considerado o principal suspeito do crime. Detido poucas horas depois e acusado de homicídio em segundo grau, Renato, de 21 anos, acabaria por ser condenado por um tribunal de júri, num processo mediático que mobilizou a imprensa portuguesa e norte-americana, mas que nunca foi totalmente revelado. Desde que se conheceram pessoalmente até ao momento em que Carlos Castro, de 65 anos, foi encontrado morto no quarto 3416 do Hotel Intercontinental, em Manhattan, passaram 85 dias, menos de três meses completos. Juntos, fizeram três viagens ao estrangeiro. As duas primeiras foram mais curtas, primeiro a Londres, depois a Madrid. A última revelou-se longa demais. Para fazer a reconstituição de tudo o que aconteceu, antes, durante e depois do homicídio, o Observador teve